quarta-feira, 23 de maio de 2012

Estudantes, Lei 78 e etc



   Creio que todos que estão se preparando para imigrar para o QC estão ao menos sabendo o que está acontecendo por lá em relação a manifestação dos estudantes.  Então não tem como fugir desse assunto, mas devo alertar que as próximas linhas apresentam o meu ponto de vista portanto não me espanquem :)

   É difícil dar uma opinião sobre algo quando você está a mais de 9.000 km de distância e não está vivendo o "calor" do ambiente. Uma outra coisa é que eu não tive tempo de analisar os números do orçamento do QC, pois eu gosto de tudo "preto no branco" para opinar sobre questões financeiras. 


O aumento é justo ?

    Para mim é um assunto delicado. A educação já é fortemente subsidiada e é a mais barata de todo o Canadá. Mas isso só é possível graças a uma carga mais elevada de impostos, foi o preço que todos aceitaram pagar na revolução tranquila pelas mudanças que melhoraram a vida e pode-se dizer que ajudaram a fazer o QC de hoje.  Se o governo do "seu Jean Charest" não estivesse metido em casos de corrupção talvez teria mais moral para defender o aumento, mas esses fatos só serviram para apimentar os debates, afinal você aceitaria numa boa um aumento sabendo que o seu governo não administra bem o dinheiro público sendo corrupto ?

   Lei 78 - o tiro no pé

   Se a questão do aumento dividia opiniões seja entre os estudantes ou na sociedade em geral, me parece que o "seu Jean" deu um tiro no próprio pé com a famigerada lei especial 78.  Para mim foi um tiro no pé pelos seguintes motivos:

  • Não resolveu de forma alguma a questão dos excessos nos protestos dos estudantes. Apenas piorou a situação e intensificou os protestos.
  • Colocou a polícia numa sinuca de bico pois ainda que a manifestação seja pacífica e for contra a 78 eles vão ter de dispersar e ai já viu né, mais confusão.
  • Pelo que pude perceber trouxe uma boa parte da sociedade para os protestos não pelo aumento, mas pela lei 78. 
Resumo do resumo

   A questão já fugiu a muito tempo de um simples aumento do valor no ensino superior para uma questão política maior onde ambos os lados já cometeram bobagens. E não vou nem entrar na questão de nacionalismo, interesses de sindicatos, políticos e etc.

   Isso tudo só me dá mais tesão de ir para o QC, pois não suporto essa letargia do povo brasileiro. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Assalto


   O  título é curto e grosso mesmo. Pela quarta vez fui assaltado aqui no RJ. E em todas as vezes tive uma arma apontada para mim. Dessa vez 3 homens armados fecharam a rua e abordaram o carro que estava na minha frente e depois abordaram o meu. O meliante que me abordou estava armado "apenas" com uma desert eagle e felizmente pediu apenas a carteira, e levou o carro que estava na minha frente (uma fiat uno). 

   Encontramos as pessoas que estavam na uno e elas nos disseram que no dia anterior tiveram o carro roubado ali na mesma região e que o carro que o uno  era o carro reserva do seguro. Depois foram apenas quase 4 horas para conseguir registrar a ocorrência e agora restou a via-crucis para tirar segunda via dos documentos. Nessas situações eu nem ligo para os bens materiais, o pior é que você nunca sabe o que passa na cabeça do meliante e no que pode acontecer com você e sua família que está no carro.

domingo, 15 de abril de 2012

Reflets sud : Histoire d'une haine manquée - Enfin chez nous


  Hoje ao acordar liguei a televisão e coloquei no canal TV5 Monde para a minha dose matnal de francês, e estava passando um documentário interessante sobre refugiados de um desses incontáveis conflitos que aconteceram na África.O documentário mostra a situação de muitas famílias que fugiram da guerra no Burundi para a Tanzania que após vários anos refugiados em um outro país tem a possibilidade de se tornar um cidadão legalizado na Tanzania ou retornar ao Burundi. Mostra também um pouco a experiência de vida de um jovem casal que se rufugiou no Québec.

  Não vou fazer um resumo do documentário, mas apenas ressaltar alguns pontos que eu achei muito interessante como por exemplo:

Solidariedade durante o conflito

   Muitas famílias mesmo sendo de etinias diferentes durante a guerra, ajudaram umas as outras não se importando com essa separação de "tribos". Uns protegiam os outros em suas casas das tropas que faziam uma "limpeza étnica". 

Acolhimento no Quebec

   O jovem casal relatou que uma família os acolheu quando eles chegaram no Quebec e que isso foi muito importante para a integração deles. Isso me remete ao assunto do meu post anterior onde aqui no Brasil o pensamento comum é o do "dane-se não é problema meu". Isso me fez pensar como é bom doar parte do tempo para ajudar alguém.

  É um documentário interessante para ver o ponto de vista de famílias onde a imigração seja para onde for é uma questão de sobrevivência.




   

sábado, 14 de abril de 2012

O problema é sempre o governo ?

  


 Já é comum o brasileiro sempre colocar a culpa no governo para qualquer coisa, mas será que em todos os casos nós nunca podemos fazer nada ?  No feriadão da páscoa, eu fiquei um bom tempo comendo chocolate e clonando dvd's. Como assim clonando dvd's ? Bem eu vou explicar.

 Meu irmão é professor e leciona nas escolas públicas. O governo atrasou a licitação do material de ensino e com isso algumas escolas não tinham o material, ou estavam apenas com o material incompleto. Ele poderia simplesmente deixar por isso mesmo e não esquentar a cabeça pois a culpa é do governo, mas ele resolveu reunir o material com as poucas escolas que tinham recebido alguma coisa e começou a copiar os dvds. Eu entrei com o suporte de TI pois da forma que ele estava copiando ia levar uns 2 meses :)

 Fiquei refletindo nisso, pensando que se cada brasileiro deixasse de lado essa síndrome "o problema não é meu" o Brasil seria um país no mínimo "menos pior"